BRB - Banco de Brasília

Você está em: Para Você»Sala de Imprensa»Notícias»19-02-2011 - O BRB e a cidadania

19-02-2011 - O BRB e a cidadania

O que distingue um banco público (estatal) de um banco privado? Ambos estão submetidos à mesma legislação e às mesmas práticas e técnicas financeiras, sem as quais não teriam solvência. Mas o banco público tem um compromisso adicional, de cunho moral e político, que o distingue de seu congênere privado: o compromisso com o social. Faz toda a diferença.

O banco público tem um conceito de lucro mais abrangente, que inclui – e ressalta - a preocupação com a cidadania. Integra a estrutura do Estado como ferramenta fundamental no implemento de políticas públicas que fomentem o desenvolvimento, com a geração de emprego e renda.

Não há incompatibilidade entre o atendimento a essas demandas sociais e o zelo pelas boas práticas bancárias, como o comprova a solidez de instituições financeiras públicas tradicionais: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, mais que centenárias, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Não é casual que, nos anos 70, mais de 50% das instituições bancárias do mundo, segundo Alejandro Micco e Ugo Panizza (Public Banks in Latin America - Inter-American Development Bank, Fevereiro, 2005), eram controladas pelo setor público.

Após o Consenso de Washington, em 1989, essa presença estatal se reduziu gradualmente (era, segundo a mesma fonte, de 41,6%, em 1995), mas não desapareceu. Nem desaparecerá, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Os bancos públicos fornecem crédito a esses excluídos do sistema de crédito convencional - pequenas e microempresas, empreendedores informais, agricultores familiares, pequenas propriedades rurais -, subsidiando taxas de juros, flexibilizando garantias, interferindo de forma decisiva no mercado de crédito.

O que seria das políticas públicas de correção de desigualdades sociais sem a presença atuante dos bancos estatais, propiciando acesso ao crédito aos mais desfavorecidos?

Certamente, seriam bem menos eficazes. Se o Brasil, no governo passado, logrou elevar à classe média um contingente de mais de 28 milhões de cidadãos que estavam na linha da pobreza, deve-o em grande parte às facilidades que os bancos públicos criaram no acesso ao crédito, que acabaram por flexibilizar também as exigências das instituições privadas.

Há ainda a questão da autonomia política. Em países dependentes de investimentos estrangeiros no setor bancário, há o risco de comprometimento do balanço de pagamentos em função de instabilidades externas ou do envio de lucros para outros países. Também aí os bancos públicos exercem papel estabilizador.

Nos anos 90, período em que diversos bancos estaduais brasileiros foram fechados, em função do quadro de insolvência que apresentavam, o que se constatou é que foram vítimas de gestão temerária, imposta pelo contágio de ações políticas nefastas. Traíram, pois, seu papel de agentes do desenvolvimento econômico e social.

É isso o que é imperativo evitar – e que, além dos danos financeiros, criam a falsa ideia de que não é possível compatibilizar uma gestão financeira ortodoxa, responsável e eficaz com objetivos de incremento a políticas públicas de cunho social. É, sim.

O desafio principal do novo governo é reerguer a cidade, moral e administrativamente. Estou determinado a fazer o mesmo no BRB. O legado de baixa estima dos governos passados atingiu a moral do cidadão. O servidor público, principal segmento econômico da cidade, sofre os danos financeiros daí decorrentes. As dívidas bancárias, que abalam o ânimo das famílias, refletem esse quadro.

Sem descurar das boas práticas bancárias, já criamos linhas de credito para favorecer o refinanciamento e a renegociação dessas dívidas e, simultaneamente, tornar a instituição uma poderosa ferramenta de apoio ao governo no desenvolvimento de projetos que gerem emprego e renda. Esse é o meu compromisso e o desafio maior de minha carreira – como profissional e cidadão.

Edmilson Gama da Silva, 48 anos, advogado e engenheiro, é o novo presidente do BRB.

 

BRB - Banco de Brasília

voltar

Razão Social: BRB - Banco de Brasília SA | CNPJ: 00.000.208/0001-00 | Endereço da Sede: SBS Qd. 01, Bl. E Ed. Brasília - Brasília/DF - Cep: 70.072-900